Tuesday, September 27, 2016

Dia de veleiros no Tejo

A última manhã de Domingo, 25 de Setembro de 2016, no Tejo, foi uma espécie de «Dia de São Vapor» em que os protagonistas foram veleiros portugueses: três dos mais famosos - a caravela VERA CRUZ, a sair da Doca de Alcântara e a fazer-se à Barra, o lugre CREOULA, de entrada no final de uma viagem a Portimão, e a barca SAGRES a regressar a casa depois de mais uma grande viagem ao Brasil. 
Independentemente de artigos detalhados sobre cada situação, aqui ficam algumas imagens para aperitivo.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

O FUNCHAL vai voltar aos cruzeiros?


O paquete português FUNCHAL está parado em Lisboa desde Janeiro de 2015 e imobilizado na Matinha há um ano, em consequência da falência do projecto dinamizado por  Rui Alegre com a Portuscale Cruises, que circunstâncias diversas não permitiram tivesse obtido o sucesso que muitos pretenderam. 
Digo muitos porque não posso dizer todos, pois houve gente a apostar estupidamente no insucesso da empresa de Rui Alegre. Mas esse insucesso é história para outro dia.
Entretanto o FUNCHAL tem estado à venda todo este tempo com o preço de referência a diminuir com o passar do tempo, situando-se neste momento em cerca de 7 milhões de USD, "como está e onde está". Já teve diversos candidatos a compradores e inclusive os filhos mais novos do Senhor Potamianos andaram a namorara o FUNCHAL, mas nada se tem concretizado, para além da degradação inexorável, ainda que lenta, do navio, depois de tanto dinheiro gasto.
Em Julho foi assinado um contrato de intenção de compra com um empreendedor de Miami, e neste momento abre-se a possibilidade de o FUNCHAL ter novo proprietário até ao final de Novembro, estando considerada a possibilidade de a seguir o navio sofrer trabalhos de modernização e adaptação a um novo mercado tropical nas Caraíbas, com a reparação e docagem a decorrer em Lisboa e a prolongar-se até Março ou Abril de 2017. Tudo estará dependente da autorização de um governo para uma nova operação de cruzeiros que ainda não se efectivou, e que não terá resposta fácil em tempo útil. Por outro lado o promotor da iniciativa e candidato a novo armador não é uma figura de primeira linha no mundo dos cruzeiros, apesar de vir de Miami, e tem inclusive no seu historial pelo menos um fiasco recente. 
A esperança de ver o FUNCHAL de novo no mar, mesmo que sem vínculo a Portugal, é melhor que ver repetir mais um reboque directo da Matinha para Aliaga, como aconteceu ao LISBOA ex-PRINCESS DANAE o ano passado. Mas a notícia, a concretizar-se esta possibilidade, não me alegra grandemente, por duas razões, não está fechado o negócio que a irá concretizar, e se se concretizar e o navio voltar efectivamente ao mar na sua vocação nobre de paquete, será mais uma vez por mão estranha, estrangeira, tal como em 1985, o que poderá traduzir de forma simbólica o final do antigo ciclo do REGRESSO AO MAR, implementado durante décadas pelo Governo de Salazar e em especial pelo esforço e competência do ministro Américo Tomás, que nunca alcançou os objectivos considerados necessários no que tocava à Marinha Mercante, de esta garantir em actividade normal, sessenta por cento das necessidades de transporte marítimo do País, e passou a ser contrariado e destruído com a DESMARITIMIZAÇÃO pós-1975. 
A actual choradeira dita "política do mar" é uma fraude sem consistência política, social ou económica de qualquer espécie, sem verdadeira economia do mar de raiz portuguesa ou capacidade financeira e de ideias que a concretize: uma mentira triste como tantas outras que revestem o dia a dia dos portugueses de um trilho sem perspectivas para além do jugo da miseriazinha e da ignorância. 
O FUNCHAL é o último navio mercante de uma época que alguns chegaram a ver como verdadeiro ressurgimento marítimo, mas que circunstâncias internas e externas, e a nossa crónica incapacidade levaram ao actual zero marítimo. Tal seria razão para que alguém se enchesse de brio e proporcionasse as condições para a sua preservação activa com as cores portuguesas. Mas nada. Deseja-se boa sorte ao FUNCHAL e vamos continuar a acompanhar o destino deste nosso belo paquete.
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Tuesday, September 20, 2016

Ambiente marítimo

Os navios dão vida ao porto e à cidade de Lisboa, emprestando o ambiente marítimo que tanto aprecio e gosto de fotografar, como fiz na tarde de 19 de Setembro de 2016, registando a luz magnífica a anunciar o Outono de chegada.
Fotografias tiradas na zona portuária do Jardim do Tabaco - Santa Apolónia por Luís Miguel Correia.
Uma tarde a ver navios de diversos tipos em movimento ou atracados à margem norte do Tejo: paquetes com turistas, o ferry rápido do Barreiro, os porta-contentores com as suas caixas metálicas às cores, os rebocadores, os batelões e as cábreas da ETE.
Uma gaivota em contemplação num cabeço do cais, enquanto o SVITZER LEIXÕES reboca de braço dado as carochas da APL utilizadas pelo MONARCH.
A escada de portaló do COSTA FAVOLOSA engolida pelo navio momentos antes de largar.
Março é nome de mês a sair de inverno para a primavera e também o nome deste batelão tão prestável como anónimo.
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Terminal de Cruzeiros de Lisboa


 No local onde durante cento e quarenta anos existiu a Doca do Jardim do Tabaco, começa a ganhar forma concreta o edifício do novo terminal de navios de cruzeiros de Lisboa, um importante investimento privado que permitiu avançar com uma obra que viu a sua concretização ameaçada na sequência da bancarrota de 2011. 

A escolha do terminal de cruzeiros na zona do Jardim do Tabaco a Santa Apolónia traduz-se numa ideia feliz que reposicionou os navios de passageiros no coração de Lisboa e ao mesmo tempo está a possibilitar a reestruturação urbanística de uma zona em estado avançado de degradação, parcialmente travado com as obras efectuadas por ocasião da EXPO 98, a que entretanto se está a dar maior profundidade.
Muda a cidade, a paisagem e a valência portuária, que se refina com os aristocráticos paquetes de cruzeiros. Para inaugurar em 2017 uma obra que devia ter sido feita há muitos anos.
Imagens originais de Luís Miguel Correia registadas na tarde de 19 de Setembro de 2016.
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Wednesday, September 14, 2016

Quando a GUANABARA passou a SAGRES

Em Outubro de 1961, há 55 anos, a Marinha Portuguesa adquiriu no Brasil a barca de três mastros GUANABARA, que passou a ser o actual navio-escola SAGRES. Notícias da época, publicadas pelo Diário de Lisboa, registaram então o importante acontecimento.
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SANTA MARIA: ultima escala em Havana


O paquete SANTA MARIA da Companhia Colonial de Navegação é um dos protagonistas principais do meu novo livro NAVIOS DE PASSAGEIROS PORTUGUESES, em fase de gestação desde há meses e ainda com muitas milhas para navegar antes de ser impresso. 
À semelhança do meu anterior livro DE LISBOA À OUTRA BANDA, esta nova publicação vai incluir um dicionário de navios de passageiros portugueses, em que estou a trabalhar de momento. 
A terminar o dia acrescentei à ficha relativa ao SANTA MARIA a data da última escala em Havana: 5 de Agosto de 1960. 
As mudanças que então se verificavam em Cuba, com a tomada do poder por Fidel de Castro e os seus companheiros, levaram a dificuldades financeiras que tornaram impossível a transferência de divisas para o estrangeiro, o que inviabilizou as escalas regulares do SANTA MARIA. Mais tarde, em substituição de Havana, o SANTA MARIA passou a visitar regularmente o porto de San Juan de Porto Rico, até que em Abril de 1973 acabou-se tudo, o navio foi retirado da carreira e após breve imobilização no Tejo, seguiu para a ilha Formosa onde foi demolido. Uma verdadeira tristeza...

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Monday, September 12, 2016

Uma piscina de grande luxo


Algumas fotografias da piscina principal do SEVEN SEAS EXPLORER, um dos espaços mais atraentes do novo paquete da Regent Seven Seas Cruises, que esteve em Lisboa a 24 e 25 de Agosto de 2016. Uma piscina simples e bonita, com utilização generosa de teca.
Fotografias de Luís Miguel Correia registadas a 24 de Agosto de 2016 em Lisboa.
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O SEVEN SEAS EXPLORER e a Princesa Madrinha

O SEVEN SEAS EXPLORER foi baptizado a 13 de Julho de 2016 numa cerimónia de gala, ocorrida no principado do Mónaco, em que foi madrinha a princesa Charlene, tal como convém a um navio com o estatuto de grande luxo, reivindicado pela Regent Seven Seas Cruises. Charlene Wittstock casou em 2011 com o Príncipe Alberto II.
O retrato da Princesa Madrinha destaca-se num dos principais espaços públicos do paquete. Como apontamento histórico, acrescente-se que a falecida sogra da jovem Madrinha do SEVEN SEAS EXPLORER, a Princesa Grace, era suposta apreciadora de navios de passageiros, tendo navegado dos Estados Unidos para o Mónaco no paquete CONSTITUTION, da American Export Lines, em 1956, quando do seu casamento de fadas com Rainier. Outras ligações de Grace aos paquetes incluem um cruzeiro pelo Mediterrâneo no RENAISSANCE em 1966 e o baptismo, em Nova Iorque, em 1977, do paquete CUNARD PRINCESS, do qual foi a Madrinha. 
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SEVEN SEAS EXPLORER EM LISBOA

Entregue à companhia Regent Seven Seas Cruises, do Grupo NCL, a 30 de Junho último pelo estaleiro construtor italiano Fincantieri Genova Sestri, o navio de cruzeiros SEVEN SEAS EXPLORER, de 55.254 GT, 224 metros de comprimento e capacidade para 825 passageiros, é apresentado pela empresa armadora como o navio mais luxuoso do mundo, tendo como critérios de classificação o custo do navio – 450 milhões de dólares norte americanos - dividido pelo número de camarotes - 375. 
Trata-se efectivamente de uma unidade de grande luxo, vocacionada essencialmente para o mercado norte americano, estando encomendado um navio gémeo com entrada ao serviço programada para 2020. 
O EXPLORER permaneceu durante dois dias no cais de Santa Apolónia, de 24 a 25 de Agosto, desembarcando 750 passageiros e acolhendo a bordo igual número para novo cruzeiro de 11 dias, com início em Lisboa, escalas em Portimão, (que acabou por ser encurtada por o comandante ter considerado não haver condições de segurança para a manobra dentro do rio Arade, para manifesta tristeza das autoridades locais, que tanto se empenharam na preparação da recepção ao EXPLORER), Cádis, Tenerife, Arrecife, Agadir, Casablanca, Gibraltar, terminando em Barcelona a 4 de Setembro. 








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Escala inaugural do SEVEN SEAS EXPLORER - as boas-vindas







O navio de cruzeiros de luxo SEVEN SEAS EXPLORER visitou o porto de Lisboa pela primeira vez a 24 e 25 de Agosto último e teve direito à habitual sessão comemorativa e de boas vindas, tendo-se deslocando a bordo diversas entidades oficiais e o Blogue dos Navios e do Mar, para a troca de placas comemorativas e de lembranças.
Estiveram presentes a bordo da nova unidade representantes da Administração do Porto de Lisboa e da empresa concessionáriado terminal de passageiros de Santa Apolónia,  Lisbon Cruise Terminals, da Capitania, Alfândega, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, empresa de rebocadores Svitzer, e agência de navegação Arenthern, a quem o navio foi consignado, os quais foram recebidos pelo comandante do paquete, o capitão da marinha mercante Stanislas Mercier De Lacombe, de nacionalidade francesa.
Trocaram-se presentes e palavras simpáticas, sendo evidente o orgulho da tripulação no seu navio, apresentado como o mais luxuoso do mundo. Registámos o acontecimento e aqui fica o testemunho de como Lisboa gosta de receber bem os novos paquetes.
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